terça-feira, fevereiro 06, 2007

 

Alguns acontecimentos...

Companheiros...

Terá de ser notícia obrigatória a inauguração da nossa sede na Rua Direita em Coruche, depois de alguns poisos, lá poisamos esperamos que definitivamente. Já que o nosso PSD tanto merece um refúgio ou um bunker para podermos fazer o melhor para Coruche e para o país, pois nestas duas ultimas semanas vejo-me confrontado com obras e mais obras na vila.
Eu pergunto-me onde andam as freguesias do concelho na cabeça do sr. Presidente, já para não falar de algumas obras que andam a ser realizadas na vila e que se vai lá saber para o que servem.

Quero chamar atenção para o facto de hoje ter contacto através da Google uma imagem de satélite da nossa querida vila. Parece Berlim em 1945. É verdade! Para além disso como homem da História tenho que dizer que cuidado com as obras que se fazem no castelo, pois identifiquei a antiga cintura de muralhas daquilo que foi o Castelo de Coruche, uma memória a ser perservada, mas ao que parece ainda não se chamou lá a brigada da arqueologia. Nem parece o Sr. Presidente que tem licenciatura em História. Valores mais altos se levantam...

Ainda de referir a iniciativa da JSD de Coruche para uma conferência sobre o Aborto no passado Domingo e em que eu não estive presente, por motivos que só a razão conhece.

Gostaria que me dessem mais informações acerca do que se vai passando para publicar, ou então que comentassem dando informação adicional.

Peço desculpa pelo facto de não ter publicado o cartaz sobre a conferência, mas não tinha um computador na altura à minha disposição.

Saudações Sociais-Democratas...

 

Aborto...

Estou neste momento a visualizar o programa do Pós e Contras na RTP, como habitualmente faço às segundas-feiras à noite.
Muito se tem dito muito se tem feito.
Vejo toda esta questão com muita tristeza, primeiro porque nunca pensei que uma questão moral e ética passou para o mundo da politiquice e da religião.
O que se vai dizer no Domingo será no fundo a liberdade de matar uma vida. Então eu pergunto daqui a pouco tempo também estaremos a referendar se podemos matar os nossos amigos ou inimigos se quisermos. Estaremos também a referendar daqui a pouco tempo, se podemos consumir droga se estivermos, por exemplo com uma dor de cabeça. E já para não falar se daqui a pouco tempo não estaremos a referendar o direito à vida a alguém que está no fim desta.
Essencialmente, digo que nem sou pelo sim nem pelo não, sou antes por uma boa política da natalidade, por uma boa política de assistência, por uma boa política de planeamento familiar e é isto que nem sequer é discutido, tanto pelo sim, tanto pelo não.
Porque, no fundo, o que aqui se passa e teremos que o dizer será a velha guerra entre a direita e a esquerda, e esquecemos o país e os seus problemas. A verdade é que se ganhar o sim ou ganhar o não eu quero ver o que vai mudar depois nas cenas dos próximos capítulos.
A pergunta essencial que terá que ser feita primeiramente é onde começa a vida e até onde ela vai.
A nossa sociedade portuguesa, no geral a Humanidade, não está preparada ao nível de valores humanos para decidir esta questão. Primeiro porque temos que perceber como é que a juventude de hoje encara esta questão do aborto e como ela está a viver a sua sexualidade. E não me digam que amor é sexo como eu já ouvi por aí. Segundo porque temos que pensar em que condições temos a formação académica no nosso país, e eu digo que está mal, muito mal. Terceiro porque temos que perceber o que fazer a tantos psicólogos, assistentes sociais que neste momento estão no desemprego e ninguém diz o que fazer com eles, já para não falar dos restantes licenciados e técnicos superiores, que ninguém fala neles nesta altura. Quarto não sei como é que existem pessoas letradas e iluminadas que dizem que um feto é uma coisa humana, sobretudo quando oiço médicos a falar em coisa humana. Quinto gostava de saber em que condições andam os nossos hospitais para receber as mulheres que irão fazer aborto, ou vamos pedir a um médico que está numa urgência para deixar o seu paciente, para ir fazer um aborto? Bem se assim fôr será o descalabro. Sexto já que se fala em tantas mortes de mulheres que fazem abortos, porque é que não se fala das mulheres que morrem de anorexia, que fazem cirurgias plásticas? Sétimo, já que andamos numa de referendos porque é que o nosso “amigo” José Sócrates não manda referendar outros assuntos acerca da vida do país. Porque não referendar a Ota, porque não referendar o TGV e já agora porque não referendar o Aeroporto Internacional de Beja? Oitavo, porque não referendar também o casamento de homossexuais?… E nono, o que dizer ainda de mulheres que desejam Ter um filho e terão que ir a Espanha a clínicas de fertilidade a pagar e nem sequer lhes é garantida uma gravidez?
Estas são só algumas questões…
Por outro lado, não percebo como é que esta questão entra na orla dos partidos. Percebo que tenham uma atitude, mas a partir daí não percebo muito mais. Não percebo, como é que dentro de uma Igreja se possa fazer campanha, também percebo que se tenha uma atitude, mas não percebo que exista sacerdotes que peçam a excomunhão dos fiéis que defendem o sim.
Esta questão do aborto vem ao encontro de uma ideia que há muito eu defendo. Primeiro a sociedade portuguesa está a extremar-se, ou seja, a direita cada vez mais direita e a esquerda mais esquerda, o que não deixa de ser um dado curioso. Segundo, Sócrates é um ditador e esta questão está mais que provada. Porquê? Porque se legitimamente ele tem a faca e o queijo na mão, esta questão não é senão do que um dividir para reinar, para legitimar o seu poder enquanto primeiro-ministro. Só falta lhe chamar Presidente do Conselho. Explicitando a ideia: Ao propor o referendo na Assembleia da República é um descarte político para o Povo e acima de tudo se o sim ganhar é um legitimar de uma proposta eleitoral e assim uma carta na manga para as próximas Eleições Legislativas. Deste modo é uma das razões pelas quais eu voto não. O PSD tem de ser alternativa a este governo cabal, ditador e autoritário que se encontra no poder. O PS jamais deveria ser governo. A imoralidade política trará a imoralidade social, já diria alguém. E melhor exemplo do que vermos um ministro afirmar que em Portugal existem baixos salários? Melhor exemplo do que é esta palhaçada deste referendo? O país necessita de resolver os seus principais problemas: Educação, Finanças e Segurança Social.
Sou pela vida, sou pela democracia, e é por isso que dia 11 voto não, mas não acredito que algo mude, vença o sim ou vença o não.
Todos nós estamos neste momento esquecidos dos verdadeiros problemas que este país atravessa e centrados numa questão que considero essencial, mas não estamos preparados para resolver ainda este problema. Um problema que implica: civismo e cidadania. E isso nós ainda não estamos totalmente amadurecidos.

Por um Portugal, por uma democracia…

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