quinta-feira, janeiro 25, 2007

 

O que nos diz o mestre...

Há uns tempos a esta parte ao desfolhar a Fotobiografia do nosso saudoso Francisco de Sá Carneiro, li esta parte do primeiro discurso proferido a 12 de Outubro de 1969, em Matosinhos e deu-me para pensar um pouco, o que gostaria que aqui também fosse feito e que tirassem as mais variadas ilações.

“Podemos sentir ou não vocação para o desempenho de atitudes ou de cargos políticos, podemos aceitar ou não as condições em que estamos, concordar ou não com a forma como a intervenção nos é facultada, mas não temos o direito de nos demitirmos da dimensão política, que, resultante da nossa liberdade e da nossa inteligência, é essencial à condição de homens.
A razão porque aceitei a candidatura é portanto a mesma porque requeri a minha inscrição no recenseamento eleitoral; para esta habilitei-me a intervir através do voto; mediante aquela aceitação propus-me tentar participar directamente na condução da vida da nação.
Este é um ponto que me parece essencial, pois que o País, não o encarar com seriedade, se cada um se não dispuser a tornar efectivos os seus direitos e deveres cívicos, não podemos sair da apatia em que nos encontramos, do imobilismo que só agradará a uns quantos.
Recuso-me a aceitar que sejamos assim, que o nosso povo tenha por natureza de ficar eternamente sujeito ao paternalismo de um homem, de um sistema de uma classe.
Recuso-me a admitir que, ao contrário de outros povos, não possamos ser capazes de conciliar a liberdade com a ordem, o progresso com a segurança, o desenvolvimento com a justiça.
Recuso-me a conceber que a revolução seja a única forma de nos fazer sair do marasmo político, que a subversão seja o único meio de fazer vingar as reformas das nossas estruturas.
Creio que, se todos quisermos, podemos eficazmente aproveitar a oportunidade que nos é dada de obter as reformas necessárias sem quebra da ordem pública, sem atropelos das consciências, nem violências sobre as pessoas.
Pela minha parte dispus-me a tentá-lo, na convicção de que tenho obrigação de o fazer, ainda que, mais do que em qualquer empreendimento humano, sejam grandes os riscos de falhar.

Francisco de Sá Carneiro
Penso que deste modo é um bom texto para todos nós sociais-democratas reflectirmos, pensarmos e pôr em prática. Muitas vezes dispersamos no supérfluo, no inútil da política, quando Portugal, espera por nós, quando Coruche espera por nós. O que estamos à espera? Mãos à obra!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

 

Nós, os jovens...

Caros amigos:

Ao assistir pela RTP ao programa Prós e Contras, acho pertinente trazer para aqui para este grande fórum que é, ou que pretende ser, um centro de discussão de ideias.
O tema que eu pretendo para aqui trazer será, sem dúvida nenhuma, o estado da juventude portuguesa.

Ao analisar um pouco, esta questão, vejo que o estado da juventude em Portugal se baseia em dois factores: é uma juventude que provêm da geração de Abril e da sociedade de informação que se faz hoje em Portugal.

Em meu entender pessoal, penso que será de reflectir um pouco, como é que uma sociedade que provêm de um sistema autoritário como foi o Estado Novo, passa de repente para uma sociedade da liberdade, sem o mínimo de consciência e espírito democrático. O que eu quero dizer directamente, é que o que se fez em 25 de Abril de 1974 foi tão somente como que retirar o passarinho da gaiola e pô-lo a voar sem saber voar, é lógico que trará implicações para as gerações vindouras.

Por outro lado, a sociedade de informação em que hoje vivemos, já para não falar da sociedade de consumo que nos consome. Uma sociedade que é comandada para verdadeiramente pelos media. Em que toda a hora somos bombardeados por informação e mais informação. Vejamos o caso flagrante que é a TVI, ou outros orgão de comunicação social, que muitas vezes tentam-nos vender o peixe ao sabor dos ventos. Já para não falar da moda Morangos com Açúcar ou os D’Zrt.

Estes são a meu ver dois factores para a desvalorização e apatia que se assiste na juventude em Portugal. Mas há mais!

Desde os jobs for the boys, sabemos nós quem os criou, e que se implantou em todos os cantos da nossa sociedade, à falta de valores implantada dentro da nossa sociedade, atacando instituições essenciais como a família e outras; tudo isto fará reflexo naquilo que é hoje a nossa juventude.

Para não me acusarem que não falei de tudo, terei que falar também de questões sociais como o desemprego nos licenciados e não licenciados, que a meu ver nós os jovens, estamos a passar sobre esta questão impávidos e serenos, deste modo deixo o repto à JSD para fazermos alguma coisa neste sentido. Já para não falar de outras questões como a criminalidade, a toxicodependência, o aborto (que está em discussão para ser referendado), entre outras (como o planeamento familiar, questões como a habitação ou até a problemática dos recibos verdes) e que estamos por completo alienados de tudo. Será o interesse político governamental que assim quer? Ou será mesmo um mal instalado? Não sei, o que é certo é que não se está a discutir os verdadeiros problemas no meio dos jovens inerentes destes. Será necessário que o movimento associativo em Portugal faça alguma coisa neste sentido. Parece que andamos inertes. Onde está o nosso espírito de irreverência, onde está o nosso espírito de mudança? Não está.

O País, e esta é que é a verdade está entregue a duas classes: aos senadores da nação, para não lhe chamar outra coisa, e a um corpo de grandes senhores.
Portugal está velho, não há jovens e os que os há não têm força, porque esses velhos lhes retiram a força.

Temos que acreditar, temos que construir este nosso país, não podemos viver para A, B ou C, temos de trabalhar em nome de Portugal, e este deverá ser sempre o nosso sentido.
Porque eu terei que dizer, estamos também diante não de uma juventude partidarizada, mas antes de uma juventude que está a ser obrigada, passo o termo, a alinhar num sistema corporativista. E este tipo de regime já passou à muito tempo.

Aliás, enquanto jovem e social-democrata, foi isto que me fez ingressar na JSD. Quero um país melhor, quero uma sociedade mais justa e tolerante, uma sociedade que se trabalhe em nome de um Estado Democrático e Social, mas acima de tudo em nome de um Portugal melhor.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

 

Saudação!

Caros amigos na Social-Democracia de Coruche e de Portugal!

É com orgulho que quero apresentar à JSD de Coruche um novo blog em que se compromete na mudança destes novos tempos que nós atravessamos algumas análises ao que se anda a fazer políticamente em Portugal e no Mundo.
Mas sobretudo, quero com este blog que seja um espaço de reflexão não só do país e do mundo mas também o que andam os nossos políticos coruchenses a fazer à nossa vila de Coruche.
É certo que existem algumas particularidades nas pessoas de Coruche, mas também isso é uma marca que nos identifica enquanto coruchenses.
O que é certo é que eu nunca vi tanta obra pública em Coruche e já agora tanto supermercado.
Até parece que o concelho é só a vila de Coruche, e que o desenvolvimento se faz através da criação de casas de consumismo.
Bem, mas terei que parar por aqui, porque senão o lápis azul, pode-me passar por cima e não é isto que se pretende.
Especificamente o blog destina-se a comentar e analisar quatro coisas:

- Coruche

- O estado da Social-Democracia, visto por um jovem social-democrata

- O estado da Nação

- O estado mundial

Pretendo aqui todas as semanas ter algum texto de análise ao que se passa nestes quatro tópicos, não queira dizer que aborde os quatro, mas pelo menos um de cada vez aleatóriamente.
Para iniciamos as hostilidades!


Leiam e divulguem...

E já agora não se esqueçam que hoje no programa Prós e Contras estará em debate a questão da Juventude Portuguesa que enquanto jovens nos deve preocupar.

Saudações sociais-democratas...

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