segunda-feira, janeiro 15, 2007

 

Nós, os jovens...

Caros amigos:

Ao assistir pela RTP ao programa Prós e Contras, acho pertinente trazer para aqui para este grande fórum que é, ou que pretende ser, um centro de discussão de ideias.
O tema que eu pretendo para aqui trazer será, sem dúvida nenhuma, o estado da juventude portuguesa.

Ao analisar um pouco, esta questão, vejo que o estado da juventude em Portugal se baseia em dois factores: é uma juventude que provêm da geração de Abril e da sociedade de informação que se faz hoje em Portugal.

Em meu entender pessoal, penso que será de reflectir um pouco, como é que uma sociedade que provêm de um sistema autoritário como foi o Estado Novo, passa de repente para uma sociedade da liberdade, sem o mínimo de consciência e espírito democrático. O que eu quero dizer directamente, é que o que se fez em 25 de Abril de 1974 foi tão somente como que retirar o passarinho da gaiola e pô-lo a voar sem saber voar, é lógico que trará implicações para as gerações vindouras.

Por outro lado, a sociedade de informação em que hoje vivemos, já para não falar da sociedade de consumo que nos consome. Uma sociedade que é comandada para verdadeiramente pelos media. Em que toda a hora somos bombardeados por informação e mais informação. Vejamos o caso flagrante que é a TVI, ou outros orgão de comunicação social, que muitas vezes tentam-nos vender o peixe ao sabor dos ventos. Já para não falar da moda Morangos com Açúcar ou os D’Zrt.

Estes são a meu ver dois factores para a desvalorização e apatia que se assiste na juventude em Portugal. Mas há mais!

Desde os jobs for the boys, sabemos nós quem os criou, e que se implantou em todos os cantos da nossa sociedade, à falta de valores implantada dentro da nossa sociedade, atacando instituições essenciais como a família e outras; tudo isto fará reflexo naquilo que é hoje a nossa juventude.

Para não me acusarem que não falei de tudo, terei que falar também de questões sociais como o desemprego nos licenciados e não licenciados, que a meu ver nós os jovens, estamos a passar sobre esta questão impávidos e serenos, deste modo deixo o repto à JSD para fazermos alguma coisa neste sentido. Já para não falar de outras questões como a criminalidade, a toxicodependência, o aborto (que está em discussão para ser referendado), entre outras (como o planeamento familiar, questões como a habitação ou até a problemática dos recibos verdes) e que estamos por completo alienados de tudo. Será o interesse político governamental que assim quer? Ou será mesmo um mal instalado? Não sei, o que é certo é que não se está a discutir os verdadeiros problemas no meio dos jovens inerentes destes. Será necessário que o movimento associativo em Portugal faça alguma coisa neste sentido. Parece que andamos inertes. Onde está o nosso espírito de irreverência, onde está o nosso espírito de mudança? Não está.

O País, e esta é que é a verdade está entregue a duas classes: aos senadores da nação, para não lhe chamar outra coisa, e a um corpo de grandes senhores.
Portugal está velho, não há jovens e os que os há não têm força, porque esses velhos lhes retiram a força.

Temos que acreditar, temos que construir este nosso país, não podemos viver para A, B ou C, temos de trabalhar em nome de Portugal, e este deverá ser sempre o nosso sentido.
Porque eu terei que dizer, estamos também diante não de uma juventude partidarizada, mas antes de uma juventude que está a ser obrigada, passo o termo, a alinhar num sistema corporativista. E este tipo de regime já passou à muito tempo.

Aliás, enquanto jovem e social-democrata, foi isto que me fez ingressar na JSD. Quero um país melhor, quero uma sociedade mais justa e tolerante, uma sociedade que se trabalhe em nome de um Estado Democrático e Social, mas acima de tudo em nome de um Portugal melhor.

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