segunda-feira, outubro 01, 2007

 

Habemus Papam...

Como eu disse anteriormente, depois da eleição do líder, fosse ele qual fosse, será importante falar claro e bem claro sobre o presente para se poder abrir portas ao futuro.
Sinceramente nem foi com tristeza nem com alegria que recebi a notícia da eleição do Dr. Menezes. Porquê?
Primeiro porque considero que existe um problema de fundo e bem fundo nas entranhas do PSD. E como já é habitual, na nossa sociedade, os problemas de fundo não se resolvem, simplesmente remedeiam-se.
Não tenho medo de o dizer ao contrário de alguns companheiros meus, que andam a pôr paninhos quentes para não melindrar uns e outros dentro e fora do partido.
Ora, o problema do PSD é o reflexo da degradação do nosso Estado Democrático. Desta forma considero que o problema do PSD, é também ele um assunto dos cidadãos em geral, inclusivamente daqueles que estão do outro lado da barricada. Porque no fundo é a democracia que está em causa. São os nosso direitos, liberdades e garantias que podem ser jogados fora,com este governo de tiques fascistas, ditatoriais e autoritários.
Só com uma oposição muito bem estruturada e organizada quer socialmente, quer politicamente se pode fazer cair o ditador. Basta olharmos para os exemplos do nosso fundador.
E pergunto eu: Este PSD encontra-se bem de saúde para o fazer? Penso que não.Co tantas linhas divergentes, que são salutares à democracia, mas que em nada auxiliam a união do partido. Como se pode fazer oposição? É a discutir quotas, ou discutir lideranças de distritais e concelhias, ou a discutir outros fait-divers que damos credibilidade aos eleitores. A imoralidade política leva à imoralidade social, parafraseando um companheiro de militância.
Nas eleições, percebi que o país precisa do PSD. Então onde está ele?
Isto são algumas doenças, mas eu aponto a cura.
Primeiro era necessário que o PSD pensasse na boa formação política dos seus militantes. Porque às vezes pergunto-me porque é que se vai para a política. Se é para estar ao serviço da Nação ou se é para servir os seus próprios interesses.
Segundo a história de se acabar com as elites, ou os notáveis, no PSD é ridículo. Porque se acabam com uns aparecem outros. No meu ponto de vista, como militante, vejo que temos muito a aprender com os mais velhos ao contrário de alguns que se julgam detentores da verdade. Porque é que esses senhores, não vêm para fora dar formação aos mais novos (mas a todos).
Terceira e algo que eu não compreendo é porque é que os militantes são exclusivos das concelhias ou das distritais ou de outro ramo da social-democracia? Não percebo, sinceramente alguém que me explique, porque se se pode ser militante na santa terrinha também se o é noutro lugar deste país. Fico à espera do esclarecimento. No meu ponto de vista se se é militante de uma força partidária é na concelhia, é no distrito,é no país. Fica no ar um sectarismo um pouco estranho mas que até tem explicação.
Aqui ficam algumas ideias para se tentar debater neste fórum de discussão, que apesar de pobre em discussão lá vai dando o seu contributo ao partido, ao país, ao concelho e acima de tudo aos cidadãos.
Mas neste momento quero felicitar o nosso líder Dr. Luís Filipe Menezes pela sua vitória eleitoral, para que PSD, aquele proclamado pelo nosso honroso Francisco Sá Carneiro, se una por um Portugal livre, democrático e igualitário. É tempo de nos unirmos e de discutirmos sem medos, sem receios e sem preconceitos. E por vezes a verdade dói muito, mas é bom que assim seja. O PSD sempre o vi como um partido da verdade, da justiça e da tranparência, não o partido dos lobbies. Esse não é o meu PSD.
A democracia só se realiza pela verdade.

Por Portugal, Por Coruche, Pelo PSD

Saudações Sociais-Democratas.

Comments:
Uma das formas de "limpar" o PSD e de colocá-lo no bom caminho não passaria por alguma seriação de quem afirma querer ser militante? Acontece que o lugar de muitos "meninos" que estão a minar o partido era no PNR ou no PP...
 
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